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Desde: 28/11/2011      Publicadas: 356      Atualização: 19/08/2012

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 Lançamentos

  24/05/2012
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Um teto para chamar de seu. MCMV, Médio e Alto Padrão.

Você ainda pode adquirir um. Expansão do crédito imobiliário e queda dos juros desses financiamentos seduzem investidores em busca de diversificação.

Um teto para chamar de seu. MCMV, Médio e Alto Padrão. A Caixa Econômica Federal, sob o comando de Jorge Hereda, quer transformar em proprietários todos os brasileiros sem um teto registrado em cartório. Segundo José Urbano Duarte, vice-presidente de governo e habitação da Caixa, a meta é que os empréstimos imobiliários cheguem a R$ 96 bilhões no fim do ano, um crescimento de R$ 10 bilhões em relação a 2011. Somem-se os recursos adicionais dos bancos privados, que podem engordar essa cifra em um ou dois bilhões de reais, e se chegará a um crescimento recorde desses financiamentos. A prioridade da Caixa são os clientes de baixa renda, mas Duarte garante que as linhas de crédito estão disponíveis para todos. Vale a pena comprar para investir? Sim, respondem os profissionais do mercado. "Apesar de alguns riscos, é um bom momento para aumentar a fatia dos imóveis no portfólio", diz Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages Companhia Hipotecária.

Comprar um imóvel financiado para locação ou para revenda ainda compensa, desde que o investidor evite algumas armadilhas. A principal delas é fazer seus cálculos olhando pelo retrovisor. Nos últimos quatro anos, os preços dos imóveis urbanos chegaram a dobrar. Em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, a valorização do metro quadrado supera 150%. De olho nesse histórico, a tentação de aproveitar o dinheiro mais barato é grande. No entanto, Luiz Calado, economista e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), lembra a primeira lição que se aprende ao investir: rentabilidade passada não garante ganhos futuros. "Tomar dívidas de forma precipitada pode levar à inadimplência", diz Calado. Nada garante que a valorização mantenha o mesmo ritmo nos próximos anos.

"As vendas devem crescer, mas os preços não vão aumentar aceleradamente", diz Ernani Assis, CEO das operações brasileiras da rede de franquias imobiliárias Century 21. "Em muitos endereços, o valor está perto do teto." Assim, quem está comprando de olho em uma revenda futura tem de fazer sua escolha com critério. Calado recomenda fugir dos centros tradicionais, onde os imóveis tendem a estar mais valorizados, e procurar cidades menores, onde a alta foi menos intensa. Também compensa observar o número e a maturação dos lançamentos no local. Se diversos edifícios ficarem prontos ao mesmo tempo, os preços podem cair e fica mais difícil lucrar na hora da venda. "Quem comprar para investir tem de pensar em revender, pois essa é a principal maneira de obter lucro", diz Calado.

A estratégia tradicional de comprar para conseguir ganhos com locação não é recomendada. O indicador de preços imobiliários Fipe Zap, da Fipe/USP, mostra que alugar não tem sido um negócio tão bom quanto a revenda. Em três anos, os preços de venda do metro quadrado em São Paulo subiram cerca de 90%, ao passo que o valor médio do aluguel avançou 39%, menos da metade, portanto. O mesmo cenário vale para o Rio de Janeiro, onde a locação variou 82% em três anos, o equivalente à metade da valorização registrada pelas vendas. Como a proposta do governo é aumentar o número de proprietários, a tendência é que a demanda por aluguéis diminua ao longo do tempo, tornando essa comparação ainda mais desfavorável para o locador. Apesar das recomendações de cautela, Assis, da Century, e Bidetti, da Brazilian Mortgages, estão otimistas com o mercado.

Ambos descartam a hipótese de explosão de uma bolha que derrube os preços drasticamente. "O crédito imobiliário ainda tem muito espaço para crescer e a redução das taxas deve fazer com que isso aconteça de forma sustentável", diz Assis. Já Bidetti avalia que um solavanco como o que ocorreu nos Estados Unidos só se repetiria por aqui caso houvesse excessos de alavancagem " o que não ocorre. "Tradicionalmente, o brasileiro é mais conservador na hora de investir em imóveis, o que reduz o risco de excessos", afirma. Advertências à parte, os especialistas são unânimes em concordar que o mercado imobiliário é uma boa opção de diversificação em épocas de Selic mais baixa. "A taxa de juro em queda estimula os grandes investidores a migrar dos títulos públicos para aplicações mais rentáveis, e isso inclui o mercado imobiliário, sempre de olho no médio e no longo prazo", diz Calado.





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